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Criei este blog com o desejo de compartilhar notícias de Moçambique e divulgar o ministério que Deus nos confiou naquele país.
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Este foi o tema da reportagem de capa da Revista Veja de 24 de dezembro de 2008.
Mas, é verdade, os povos da região de Darfur ainda estão à espera do Salvador. E neste aspecto, nós como igreja precisamos tomar iniciativas. Darfur significa “terra de fur”, cuja etnia representa 40% da população de 6 milhões na região. O povo fur é 100% muçulmano sunita e animista, nunca ouviram falar de Jesus, não tem (até onde sei) nenhuma porção da bíblia traduzida e nenhum missionário trabalhando na área. É um desafio de proporções gigantescas, mas este povo não tem sido esquecido por Deus. Ele está agindo, mesmo que você não saiba como. O povo fur também não tem passado despercebido do povo de Deus. O que você pode fazer de imediato, é comprometer-se a orar sistematicamente pelo nascimento de uma igreja cristã forte e saudável em meio a este povo. Você pode mobilizar os irmãos da sua igreja para orar por este (e outros) povos. Irmãos, vamos em frente porque o Espírito Santo é aquele que fortalece, consola e guia a igreja do Senhor Jesus na sua jornada missionária, num mundo caído, mas amado por Deus.
Nos últimos 10 anos um termo tem se tornado muito conhecido no Irã, o qual pode ser literalmente traduzido como “cristão persa” ou como eles conceitualmente o traduziriam “cristão-muçulmano” (farsimasihi). Durante séculos, entendia-se que se você fosse um cristão, você seria armênio. Se alguém o visse usando uma cruz, lhe perguntaria, “Você é cristão?” ou “Você tornou-se armênio?” Mas, hoje a pergunta mudou. Esta nova identidade é altamente significativa, testificando da presença de um movimento verdadeiramente autóctone (do povo local) e auto-propagador. Há muito tempo crê-se que um grande avanço entre os persas poderia ter um impacto significante sobre os povos vizinhos da Ásia Central e do Oriente Médio. Isto certamente ficou provado no caso do próprio Irã. Missionários persas agora estão sendo enviados aos grupos minoritários próximos, tais como os Azeris, Luris e Curdos, com recursos vindos diretamente dos crentes persas.
Entre os persas, o renascimento da igreja tem sido verdadeiramente dramático, e eventualmente pode mudar o curso da história do Irã. Embora que no momento este novo movimento esteja entrando num novo período de provações, desta vez eles tem uma forte rede internacional de crentes, igrejas e ministérios prontos para ajudá-los. Agora eles têm as Escrituras em farsi, músicas de adoração contextualizadas, programas de treinamento de líderes, e programas de televisão via satélite. E, acima de tudo, eles têm a promessa de Jesus, que disse, “Eu edificarei a minha igreja...”. Sem nenhuma dúvida, o mover do Espírito Santo no Irã é uma evidência desta realidade última e permanente.
“A única maneira de pará-los é matando-os”. Este parece ser o atual consenso do Governo nacional, a respeito da ‘sua preocupação com o crescimento do movimento cristão que está se espalhando por toda nação. Está sendo preparada uma lei que tornará crime, passível de pena de morte, para quem abandonar o Islamismo.
Estas medidas estritas surgiram para deter a onda crescente de insatisfação com o Islamismo entre os jovens persas, resultantes da Revolução Islâmica de 1979. Atualmente, parece que o Irã está na iminência de uma outra revolução, ironicamente causada pela anterior, porém, esta com Jesus no centro. A história de como isso aconteceu talvez seja um dos exemplos mais intrigantes da soberania de Deus trabalhando para realizar seu imutável propósito entre as nações.
Um pouco de pano de fundo
No início da década de 60, há apenas duas décadas antes de o Irã tornar-se completamente fechado para o trabalho missionário, um grupo de missionários americanos começou a trabalhar entre a comunidade armênia persa
Este palpite orientado pelo Espírito mostrou-se correto. Um dos primeiros cinco discípulos do grupo de missionários americanos era um homem chamado Haik Hovsepian. No final da década de 60 ele recebeu um chamado de Deus para ir como missionário à província de Mazandaran, ao norte do país, com o propósito específico de começar um trabalho entre os muçulmanos. Embora ele fosse oficialmente enviado pela igreja de Teerã para este propósito, o seu coração para com os muçulmanos era tal que poucos da comunidade armênia persa compreendiam naquele tempo. A maioria achava que ele estava desperdiçando seu tempo. Entretanto, em 1976, depois de oito anos de labor, cinco igrejas domiciliares haviam sido estabelecidas com aproximadamente 20 convertidos vindos do Islamismo. Embora fosse apenas um pequeno começo, de algum modo Haik tinha um sentimento de que Deus estava edificando o fundamento para um trabalho muito maior. Sendo dotado musicalmente, um dos maiores investimentos que ele fez pensando no futuro da Igreja Persa foi a composição e tradução de mais de 150 músicas de adoração na língua farsi. De acordo com as pessoas que o conheciam, ele previu que aquelas músicas seriam entoadas por milhões de crentes.
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Entretanto, ao mesmo tempo, a igreja no Irã não era o único grupo a ficar irritado sob o novo regime. O próprio povo persa estava começando a reagir de maneira negativa às duras restrições impostas com a implementação da lei islâmica. Uma rebelião silenciosa entre os jovens (70% da população do Irã tem menos de 30 anos) estava começando a ganhar corpo. Entre esta faixa etária, se o governo proibisse algo, eles faziam. Quando o governo começou a confiscar Bíblias, eles mal podiam esperar para conseguir uma. Vagarosa, mas continuamente, uma solidariedade foi sendo construída entre os crentes armênios perseguidos e os jovens “perseguidos” do Irã. Em desafio à lei, Haik começou a encorajar as igrejas evangélicas armênias a abrir suas portas aos persas e realizarem seus cultos na língua farsi. À medida que novos convertidos persas começaram a encher as igrejas, o governo emitiu um ultimato exigindo que todos estes novos crentes fossem denunciados. Em resposta a isso, Haik corajosamente reuniu as igrejas para enviar uma resposta unificada ao governo: Nós nunca nos submeteremos a tal exigência!